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Out 12

Pensamento da semana

22 - Allan Kardec

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O LUGAR DA MULHER NA RECONSTRUÇÃO DO FUTURO

De há longos anos que nos debruçámos sobre as folhas amarelecidas pelo tempo, num trabalho de pesquisa que deu origem depois, a muitos outros, de tal modo nos encantou aquilo que fomos descobrindo.

Aconteceu o mesmo, agora - quer dizer, mais ou menos há um mês: convidada pela Direcção da Federação Espirita Portuguesa para falarmos sobre a mulher portuguesa e espírita, descobrimos, na nossa pesquisa, tantos nomes, que os espiritas da actual geração desconhecem, que nos apeteceu falar sobre todos; entretanto, lendo alguns dos artigos assinados por alguns daqueles mesmos nomes, "caiu" sob os nossos olhos, o que "gostosamente" transcrevemos a seguir às nossas palavras. Porquê? Porque, mudando o nome aos autores ali referidos, trocando-os por outros nossos contemporâneos, as palavras da palestra centenária estava tão actual então como se tivesse sido hoje escrita para os nossos dias. A autora da mesma foi MARIA CARLOTA DE ALMEIDA SANTOS, colaboradora da primitiva Federação desde os seus primeiros anos; embora poucas palestras tenham sido encontradas de sua autoria, mas quanto a nós, esta transpôs o Tempo - como se tivesse sido escrita para o HOJE, aqui e agora. As únicas palavras que são nossas são as do Poema "Mulher", de que somos autora.

Então, queridos irmãos e amigos leiam o artigo no separador DOUTRINA ESPÍRITA, no item ARTIGOS.

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E seja bem vindo

Novo começo de Ano, com mais uma folha do calendário que se virou. Apesar disso, continuamos todos a fazer as mesmas coisas e a viver da mesma maneira.

Por vezes, quando damos por que agimos de determinada maneira, perguntamo-nos, mais ou menos incrédulos: - fomos nós que fizemos isto? Fomos nós que dissemos aquilo? E perante a nossa própria resposta, sempre afirmativa, concluímos que “com certeza, não estávamos cá!”

Apesar de tudo, achamos graça a esta conclusão, porque ela é a nossa afirmativa, ainda que inconsciente, de que, realmente, nos ausentámos por um período mais ou menos longo, mas “ausentar” não significa “adormecer” ou “bloquear”; significa, isso sim, de que momentaneamente, “fomos para outro local”.

Este ir para outro local, para nós, espíritas, apenas pode significar uma coisa e com certeza que é nela que pensamos: fizemos uma pequena deslocação até ao nosso verdadeiro mundo – o espiritual.

A este respeito, há um capítulo no ‘Evangelho segundo o Espiritismo’ intitulado “A Melancolia” que nos diz precisamente que o nosso estado triste, melancólico, sem qualquer razão para o ser, em determinados momentos significa apenas a saudade que temos de um outro mundo, que o nosso Eu recorda, e onde nos sentimos melhores que na Terra…

Estaremos nas mesmas condições, quando agimos de tal maneira que, depois, reconhecemos que “não estávamos cá”. E se a saudade por esse mundo e ambiente diferente do da Terra, onde estamos actualmente, faz com que, por instantes, nos desloquemos até ele, então… vamos agir mais atentamente para que quando chegue o momento de a ele regressarmos sermos recebidos alegremente, por termos vencido prazentosa e correctamente o tempo em que tivemos de estar neste planeta, numa reencarnação construída com uma amalgama de lágrimas e risos, alegrias e tristezas, duvidas e certezas!

Depende apenas de nós!...