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Dez 18

BEM VINDO

    

A Doutrina dos Espíritos ensina-nos que Deus criou-nos simples eignorantes para sermos nós próprios a conquistarmos a nossa perfeição – de espíritos puros -, demoremos nessa conquista o tempo que demorarmos. Deus não nos apressa e o único contra para a demora são as consequências dos nossos erros, enquanto não atingirmos a perfeição.

         Outra coisa que estamos cansados de ouvir dizer, de ler, e de perceber, é que a nossa criação já aconteceu há muitos séculos sendo, todos nós, espíritos milenares. Dói-nos, individualmente, o tempo que temos perdido na perfeição que não adquirimos ainda, da mesma maneira que nos dói as consequências desse tempo perdido, seja no sofrimento como na doença – enfim, em todas as provas que vão surgindo no nosso caminho, mediante os passos mal dados ou os atalhos que, por vezes, escolhemos.

         Neste instante, mediante tudo aquilo que vivemos, seja em confinamento seja no desespero do que não queríamos viver mas está a acontecer por obrigatório, lamentamos os erros cometidos e de que só muito tardiamente nos apercebemos… mas há outros, bem visíveis, que deviam gritar pela nossa atenção e a que encolhemos os ombros: tudo aquilo que nos está a ser proibido mas que vamos fazendo, como se fossemos senhores da Lei, da Verdade e da Saude. Mas não somos! Não somos e, mediante o que está a acontecer, com o crescimento anormal dos casos de contaminação, temos de reconhecer uma única coisa: continuamos todos a ser imperfeitos, a gostar de o sermos e não nos incomodarmos com as consequências dos nossos actos irreflectidos.

         Se é certo que Deus não se cansa de nós, talvez começasse a ser bom que nós próprios nos cansássemos do que fazemos de errado e procurássemos, com afinco agir melhor, para melhor combatermos não só o virus como todas essas variantes que têm surgido e procuram vencer-nos mais e mais.

         Afinal, depende apenas da nossa (im)perfeição!